Exercícios de múltipla escolha sobre Parnasianismo com texto de Olavo Bilac

Questões sobre a tendência literária denominada Parnasianismo - conteúdo obrigatório a ser trabalhado na 2ª série do Ensino Médio regular. As atividades podem ser usadas como revisão de conteúdo ou prova.

TEMA: Parnasianismo

Série indicada: 2º ano do Ensino Médio; Pré-vestibular.

Questões de múltipla escolha: sim.

Questões discursivas: não.

Prova pronta (pode ser utilizado como avaliação): sim.


Texto para as questões 1 a 5: Poema “Profissão de Fé”, de Olavo Bilac

Profissão de fé


Invejo o ourives quando escrevo:

Imito o amor

Com que ele, em ouro, o alto relevo

Faz de uma flor.


Imito-o. E, pois, nem de Carrara

A pedra firo:

O alvo cristal, a pedra rara,

O ônix prefiro.


Por isso, corre, por servir-me,

Sobre o papel

A pena, como em prata firme

Corre o cinzel.


Corre; desenha, enfeita a imagem,

A idéia veste:

Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem

Azul-celeste.


Torce, aprimora, alteia, lima

A frase; e, enfim,

No verso de ouro engasta a rima,

Como um rubim.


Quero que a estrofe cristalina,

Dobrada ao jeito

Do ourives, saia da oficina

Sem um defeito:


E que o lavor do verso, acaso,

Por tão subtil,

Possa o lavor lembrar de um vaso

De Becerril.


E horas sem conto passo, mudo,

O olhar atento,

A trabalhar, longe de tudo

O pensamento.


Porque o escrever - tanta perícia,

Tanta requer,

Que oficio tal... nem há notícia

De outro qualquer.


Assim procedo. Minha pena

Segue esta norma,

Por te servir, Deusa serena,

Serena Forma!


 1. O tema do poema é

(A) a valorização da profissão do ourives.

(B) a exaltação do lavor poético.

(C) a vocação para trabalhos artísticos.

(D) a inveja despertada por algumas profissões.


2. O eu lírico inveja o ourives devido

(A) a beleza das peças criadas por ele.

(B) a forma como ele trabalha.

(C) ao valor do produto que ele produz.

(D) ao material com o qual ele trabalha.

 

3. O sentimento de inveja que o ourives desperta no eu lírico o motiva a

(A) seguir-lhe o exemplo.

(B) difamá-lo em seus versos.

(C) elogiá-lo no poema.

(D) ignorá-lo em seus versos.


4. Pode-se inferir do texto acima que, para Olavo Bilac, o ideal de forma literária é:

(A) a rima.

(B) a estrofação.

(C) a perfeição.

(D)  A libertação. 


5. Revela a perfeição formal buscada pelo poeta os versos

(A) “Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem / Azul-celeste.”                

(B) “Que ofício tal... nem há notícia / De outro qualquer.”                            

(C) “Do ourives, saia da oficina / Sem um defeito:”

(D) “A pena, como em prata firme / Corre o cinzel.” 


6. Indique, dentre os versos abaixo, aquele que, sob o ponto de vista da métrica, tem a mesma contagem de sílabas do verso: Do ourives, saia da oficina:

(A) “Minha terra tem palmeiras”

(B) “A natureza apática esmaece”

(C) “Dobra o sino … soluça um verso de Dirceu…”

(D) “São Paulo! comoção de minha vida …”

(E) “Não morrerás, deusa sublime!”


7. Em poesia, para determinar a medida de um verso, divide-se o verso em sílabas poéticas. Esse procedimento tem o nome de

(A) quintilha

(B) dístico

(C) alexandrino

(D) escansão

(E) redondilha

8. (MACK-SP) Várias características do Realismo estão intimamente ligadas ao contexto histórico, refletindo, dessa forma, as posturas:

(A) nacionalista e positivista.

(B) positivista e evolucionista.

(C) evolucionista e sentimentalista. .

(D) neoclassicista e socialista

(E) bucólica e antropocêntrica.


9. Quais eram os poetas que eram conhecidos com A Tríade parnasiana?

10. (UNCISAL/2013) Acerca do movimento denominado Parnasianismo, pode-se dizer que

(A) valorizava extremamente os aspectos formais do texto literário (culto da forma) e retomava valores legados pela antiguidade greco-latina, assim como fizeram outros movimentos que o antecederam. 

(B) questionava radicalmente as formas consagradas de elaboração poética e defendia a liberdade de criação artística, como se percebe nos manifestos escritos por seu principal autor, o paulistano Oswald de Andrade.

(C) começou após a proclamação da Independência e teve como nomes mais destacados Álvares de Azevedo e Gonçalves Dias, que visavam criar uma arte genuinamente brasileira.

(D) tem como proposta principal a noção de “arte pela arte”, segundo a qual a poesia deve denunciar os problemas brasileiros, a fim de promover a transformação da realidade.

(E) Foi o livro Poesias, de Olavo Bilac, publicado em 1882, que marcou o início do Parnasianismo brasileiro.


11 - (Mackenzie SP) Texto para a questão 11

Antes de concluir este capítulo, fui à janela indagar da noite por que razão os sonhos hão de ser assim tão tênues que se esgarçam ao menor abrir de olhos ou voltar de corpo, e não continuam mais. A noite não me respondeu logo. Estava deliciosamente bela, os morros palejavam de luar e o espaço morria de silêncio. Como eu insistisse, declarou-me que os sonhos já não pertencem à sua jurisdição. Quando eles moravam na ilha que Luciano lhes deu, onde ela tinha o seu palácio, e donde os fazia sair com as suas caras de vária feição, dar-me-ia explicações possíveis. Mas os tempos mudaram tudo. Os sonhos antigos foram aposentados, e os modernos moram no cérebro da pessoa. Estes, ainda que quisessem imitar os outros, não poderiam fazê-lo; a ilha dos Sonhos, como a dos Amores, como todas as ilhas de todos os mares, são agora objeto da ambição e da rivalidade da Europa e dos Estados Unidos.

(Machado de Assis – D.Casmurro)


No texto, o elemento noite é exemplo de: 

(A) metáfora, devido à comparação explícita entre noite e “Deus”.

(B) catacrese, por ser uma metáfora cristalizada pelo uso popular.

(C) hipérbole, pois seu sentido está ampliado. 

(D) prosopopeia, já que noite é elemento inanimado que responde ao narrador.

(E) metonímia, devido à analogia entre noite e “sonhos”. 


12. Identifique figuras de linguagem nos versos

“O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava

A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve...

E a Palavra pesada abafa a ideia leve,

Que, perfume e clarão, refulgia e voava.”

(trecho de Inania Verba, Olavo Bilac)


13. Hipérbato (ou inversão) é uma figura sintática muito explorada pelos poetas parnasianos por conferir complexidade e rebuscamento ao verso. Identifique em quais trechos abaixo ocorre essa figura e depois reescreva-os desfazendo a inversão.

a) Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada

E triste, e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada, 

E alma de sonhos povoada eu tinha... 

(Olavo Bilac)

b) Até mesmo nós sucumbimos Reavaliamos nossa condição.

Indiferentes, deixamos de rimar Menos um casal no mundo

(Raimundo Correia)


c) Contemplando o teu vulto sagrado  Compreendemos o nosso dever

E o Brasil por seus filhos amado poderoso e feliz há de ser!

(Olavo Bilac)


Outros estão lendo neste momento

Plural por dentro?!

Um texto sem a letra A

Homônimos homófonos